Uma coisa que eu sinto muita falta nos meus dias com a Vivi é a sensação de que ela adorava estar pertinho de mim.

Quando eu ficava trabalhando no escritório, a Vivi gostava de ficar deitada em algum lugar perto dos meus pés — de vez em quando ela até se apoiava neles, e eu tinha que ficar com o pé parado, dobrado, pra não atrapalhar o sonho dela. Quando eu saía pra pegar uma água ou um café, ela ia atrás, e depois voltava comigo. De noite, ela ficava comigo enquanto eu assistia um filme. Ela me acompanhava pelo pátio enquanto eu caminhava depois do trabalho. Ela tava sempre por perto.

Tava pensando nisso agora há pouco enquanto eu estava na cozinha e o Tobias ficava deitado no sofá. Não tô comparando o afeto de um cachorro pelo outro, mas mais um comportamento. Tobias precisa saber onde eu estou — ele levanta a cabeça quando vou de um lugar para o outro — mas ele não precisa estar perto de mim o tempo todo.

São companhias diferentes. As vezes eu sinto uma saudade imensa da companhia da Vivi, mas não é justo eu ficar cobrando do Tobias. Ele é diferente.