
Adorei esse ensaio de Simon Werrett para a The Public Domain Review sobre os desafios e as formas com que artistas capturavam e representavam pirotecnias no passado, seja na poesia, na ilustração e na pintura.
Achei muito boa a relação que Werrett faz entre a representação do tempo e o efeito dos fogos de artifício, que precisam “quebrar” a regra para serem representados:
Capturar a fumaça pode implicar a representação de um momento no tempo em um espetáculo, e as imagens de fogos de artifício abordavam de diversas maneiras a questão da representação visual do tempo. Mais comumente, artistas e gravadores criavam uma única imagem capturando um momento significativo em uma apresentação pirotécnica. Uma imagem de fogos de artifício no Sena, em frente ao Louvre, em 1628, de Morel, celebrando o cerco de La Rochelle, mostrava o momento em que Perseu (Luís XIII) atacou um monstro marinho (representando o protestantismo) para salvar Andrômeda (o catolicismo) amarrada a uma rocha (La Rochelle)