Dicas de como dar uma boa festa

Eu adorei essa lista com 21 dicas de como dar uma boa festa. Tem dicas genuinamente práticas (como colocar comida e bebida em cantos diferentes, pra facilitar as pessoas a se mexerem e conversarem em círculos distintos). E também tem algo que eu acredito muito, mas nunca consegui colocar em palavras: festas são um serviço público. Uri:

Festas são um serviço público; você está fazendo um favor às pessoas ao organizá-las. Alguém pode encontrar seu novo melhor amigo ou futuro amor na sua festa.

Como artistas representavam fogos de artifício através do tempo

Detalhe de “Fogos de artifício no Jardim do Convento” (1690), por Bernard Lens II.

Adorei esse ensaio de Simon Werrett para a The Public Domain Review sobre os desafios e as formas com que artistas capturavam e representavam pirotecnias no passado, seja na poesia, na ilustração e na pintura.

Achei muito boa a relação que Werrett faz entre a representação do tempo e o efeito dos fogos de artifício, que precisam “quebrar” a regra para serem representados:

Capturar a fumaça pode implicar a representação de um momento no tempo em um espetáculo, e as imagens de fogos de artifício abordavam de diversas maneiras a questão da representação visual do tempo. Mais comumente, artistas e gravadores criavam uma única imagem capturando um momento significativo em uma apresentação pirotécnica. Uma imagem de fogos de artifício no Sena, em frente ao Louvre, em 1628, de Morel, celebrando o cerco de La Rochelle, mostrava o momento em que Perseu (Luís XIII) atacou um monstro marinho (representando o protestantismo) para salvar Andrômeda (o catolicismo) amarrada a uma rocha (La Rochelle)

Descobrindo músicas novas

Desde a pandemia, a minha relação com música tem mudado e se aprofundado muito. Começou com a dobradinha Fetch the Bolt Cutters, da Fiona Apple; e Set My Heart On Fire Immediately, do Perfume Genius. Eu escrevi sobre isso no Pão em 2020.

Eu descobria muita música quando eu era mais jovem. Algumas eram descobertas “herdadas”: grandes discos que eu só descobri muito depois. Outras eram genuínas pérolas, músicas de artistas no MySpace e no Bandcamp que tinham pouquíssimas reproduções. Com o tempo, principalmente com o Spotify e a piora da minha depressão, eu parei de ouvir músicas diferentes da que eu já ouvia — e ouvia elas cada vez menos.

Uma das coisas que mais me ajudaram a voltar a descobrir música foi parar de usar o Spotify e começar a ouvir as recomendações de pessoas — amigos, família, desconhecidos na internet. Realmente ouvir a música que eles têm pra me indicar. É um presente, um pedacinho deles que eles querem compartilhar comigo. Em 2023 eu escrevi sobre essa mudança.

Plataformas como o Last.fm ajudam bastante, claro. O Last.fm tem um algoritmo que recomenda artistas similares aos artistas que você ouve, como o Spotify e o Apple Music e o Tidal fazem. Mas uma coisa que o Last.fm tem que os streamings não tem é uma caixa de comentários. É lá que as pérolas estão. Pessoas comentando as influências de uma música ou de um álbum inteiro, ou sobre como tal artista lembra eles de outro artista que eles gostam. Você vai explorando e explorando e quando vê você nem lembra exatamente do trajeto que chegou. É o significado real da expressão “navegar na internet”.

Enfim… recentemente eu venho pegando recomendações de comentários de blogs de música, como o Stereogum. A comunidade do Stereogum é excelente — eles comentam lá há tanto tempo que os próprios comentários das colunas tem suas próprias colunas, com autores recorrentes. É fantástico. Em especial, a coluna “As 5 Melhores Músicas da Semana” é um baú de tesouros. Além das cinco recomendações dos editores, os comentaristas deixam suas próprias recomendações para complementar. A edição dessa semana me apresentou duas artistas fantásticas.

A primeira foi The BPM de Sudan Archives, que serviu de trilha-sonora enquanto eu escrevia esse post:

A outra recomendação é (eu acho) meu disco favorito desse ano: ICONOCLASTS, da Anna von Hausswolff. Olha que barato:

Eu acho essas descobertas empolgantes. Conhecer um artista novo, ver um filme e descobrir ali no meio dele que ele é um novo favorito, ler algo que acaba tirando teu chão do melhor jeito… É uma sensação única. Como se o mundo estivesse se abrindo pra nós.

Tenham um ótimo fim de semana

O que vocês vão fazer esse fim de semana?

Eu vou assistir_ O Agente Secreto_ na cinemateca aqui perto de casa. Talvez eu vá num rodízio de pastel depois disso com meus amigos (se a quantidade suficiente de fome bater na gente depois da sessão). Domingo eu estipulei que vai ser meu dia de preguiça oficial. Não quero nem fazer planos pra ele.

O tempo deve ficar bonito aqui na cidade, talvez eu saia pra caminhar em algum momento. Eu tô curtindo muito minha nova rotina — sentar no parque perto de casa pra ler. Eu tô relendo o Frankenstein da Mary Shelley, um livro que me capturou completamente há muitos anos. É excelente!

Vocês sabiam que a Wikipédia tem um grupo de voluntários que se empenham em tirar retratos de pessoas para seus artigos? Eu amo a Wikipédia demais.

Fiquem bem, fiquem seguros.

Na internet todo mundo sabe que você tinha um cachorro

Aqui vai um link perfeito:

Uma coleção de sites de cachorros — sites sobre um cachorro, em homenagem a um cachorro, e até mesmo feito por cachorros.

Eu adicionei esse site na minha barra de favoritos simplesmente porque é ótimo abrir um desses sites e ficar lendo sobre um cachorro que foi, um dia, muito especial pra alguém a ponto de ganhar uma página na internet só pra ele.