Posts sobre Spike Jonze

Shape of Dreams (ou: eu quero um filme novo do Spike Jonze)

Eu quero poucas coisas na vida. Uma das coisas que eu mais quero na vida, é um novo filme do Spike Jonze, um dos meus diretores favoritos. Ele fez obras-primas como Onde Vivem Os Monstros, talvez o melhor filme sobre o que é ser criança já feito, e Ela, seu último filme — em 2013.

Desde então, eu espero ansiosamente por um novo trabalho dele. Jonze ia dirigir uma série para a Netflix, mas pelo visto o projeto degringolou. Eu não sei porque a Apple TV ainda não ofereceu pra ele um cheque em branco — tem mais de uma série no serviço que bebe tanto da criatividade de Jonze que quase dá pra processar por cópia (Sunny, Mr. Corman).

Enquanto isso, nos resta o trabalho com publicidade dele. O mais recente é Shape of Dreams, que ele escreveu e dirigiu para a coleção de roupas que a Zendaya criou para a marca suíça On:

Como todos os trabalhos de Jonze, suas publicidades também têm essa impressão tão bonita e cada vez mais rara de serem feitas à mão. A ideia é muito simples — Zendaya “molda” as roupas das outras pessoas “puxando” e “apertando” formas ao redor delas, em um jogo de encenação e posicionamento de câmera. Das ideias de Jonze, é uma das mais simples. Mas a execução é um charme, realmente delicada e bem humorada.

É do Jonze também a insana Kenzo World:

E a minha favorita das suas publicidades recentes, a Welcome Home apresentando o primeiro HomePod da Apple. É genial tanto em ideia (uma simplicidade de dar inveja) e execução (maravilhosa, toda em efeitos práticos):

Lá vou eu rever Quero Ser John Malkovich.

Ela

Scott Tobias, The Dissolve:

“Dramatizing one man’s love affair with a computer is only slightly less absurd than imagining a portal into John Malkovich’s head, but at a certain point, the whimsy gives way to raw desire and hurt. It’s a deft kind of magic.”

“Call it narcissism, but everyone seeks a partner who understands and appreciates them, and it’s only human that Theodore would fall for an entity that reflects his best image of himself.”

“If there’s a measure of hope to Her, it’s in the thought that we’re capable of learning lessons and evolving—maybe not as fast as Samantha, with her seemingly infinite processing power, but enough to understand ourselves and other human beings better the next time around.”

“There’s comedy in asking a computer how it feels, but the answer feels important, because Samantha has become every bit as real to the audience as she is to Theodore. Her is a reminder of how much love is a melding of psyches, and how the memories it produces can judder and lose resolution once it’s over. Whether it can transcend the body is another question, but the film’s stunning final shot implies an answer.”