Posts sobre blogs

A queda do céu

Luciana relatou como foi seu dia de eleição — da esperança do voto ao cataclisma da apuração. No seu blog, o sol na cabeça:

Mas hoje é dia de votar! Sem tempo pra analisar o simbolismo gritante do que tinha acabado de sonhar. Meu coração está tão repleto de esperança que a mente faz questão de ignorar o mau presságio e parto pra cabine de votação, com um entusiasmo que não sentia há muitos anos. Foram algumas horas de alegria até o chão ser arrancado dos meus pés, novamente, durante a apuração dos votos.

Tem muito mais que isso no seu lindo texto. A queda do céu, o livro que ela menciona no texto, tá na minha fila pra ler há uns meses. Acho que ele vai furar a fila agora.

Homenagem à árvore querida

A Luciana escreveu no seu blog um obituário pra uma árvore, companheira do seu dia-a-dia.

Me lembrou do belíssimo relato da morte da sumaúma que comoveu a cidade de Belém, e das pessoas que mandam emails para árvores.

Eu acho esse tipo de relato profundamente triste, sempre. Eu vejo as árvores ao redor da minha rotina como verdadeiras instituições, e é sempre estranho perceber que, seja por consequência de um vendaval, ou porque o prefeito odeia sombra, uma delas não está mais lá. Crescer no meio do mato me fez reagir a esse tipo de mudança de um jeito estranho.

John Gruber sobre a existência dos cinemas

John Gruber, no Daring Fireball, comentando sobre a compra da Warner Bros. pelo Netflix:

The LA Times article goes on to cite concerns from the movie theater industry, based on Netflix’s historic antipathy toward theatrical releases for its films. Netflix is promising to keep Warner Bros.’s film studio a separate operation, maintaining the studio’s current support for theatrical releases. I hope they do. I grew up loving going to the movies. I still enjoy it, but the truth is I go far less often as the years go on. Movie theaters shouldn’t be a protected class of business just because there’s so much affection and nostalgia for them. If they continue sliding into irrelevance, so be it. That’s how disruption, progress, and competition work.

Eu acho tristíssima essa observação, porque ignora o aspecto cultural do cinema como um espaço de comunidade, de acesso à arte na forma mais apropriada pra experimentar ela. Se eu posso ver um filme no Netflix, e o Netflix faz mais dinheiro que uma sala de cinema, o Netflix é mais bem sucedido em exibir aquele filme? É como argumentar que, agora que eu posso olhar pra Mona Lisa na Wikipédia, o Louvre não tem mais razão de existir.

Você e seus amigos blogando

altered0:

something about how informal blogs sometimes work like diaries but better because you don’t get as overexcited and stressed about starting a whole new thick book you have to fill up nicely. instead it’s just you and your friends and you’re all in this infinite world together and it’s never empty and never full and you can add whatever you’d like to it

Irrelefante

Em 2013 eu criei um blog colaborativo com meus amigos, o Pão com Mortadela. Com o tempo, meus amigos seguiram em frente com outros projetos e o Pão foi sendo mantido quase exclusivamente por mim. Em 2024, eu decidi “arquivar” o Pão com um último post.

Hoje eu comecei um blog novo, com a mesma ideia do Pão, com textos sobre coisas que eu gosto, links para descobertas bacanas na internet, e qualquer outra coisa que eu ache interessante. Você pode acessar o Irrelefante acessando irrelefante.com.br. Você também pode seguir ele no Tumblr ou assinando o feed.

Como eu blogo por aqui

O Ghedin trouxe pra esse lado da internet uma corrente gringa de como é o fluxo para blogar.

Eu posto no Tumblr, o que é mais fácil. Alguns posts mais breves surgem do celular ou do navegador mesmo (como uma foto ou uma efêmera). Esse é um deles.

No geral, os textos mais longos são criados de outra forma. Eu demoro pra escrever, então eles nascem e são publicados usando o MarsEdit, onde eu costumo editar meus posts e gerenciar suas tags. O suporte a Markdown na nova versão do MarsEdit melhorou muito, e acho um fluxo de escrita muito melhor que o editor de blocos padrão do Tumblr.

Eu desenvolvi o tema do meu blog pensando nisso. O MarsEdit usa a forma “antiga” de tipos de post do Tumblr, e eles possuem variáveis de template específicas. Já o NPF, o novo formato de posts que é gerado pelo editor de blocos nativo do Tumblr, usa somente o formato de texto com uma estrutura específica, com classes CSS para formatação. Eu basicamente “copiei” a estrutura gerada pelos blocos de link, vídeo, áudio e citação do NPF para o formato clássico. Assim eu posso ter um CSS único para os dois formatos de publicação.

Eu já mantive esse blog com WordPress e com o Jekyll no GitHub Pages, mas a versatilidade de usar o Tumblr no celular para postar uma efemeridade e a simplicidade do seu motor de temas comparado ao Gutenberg nos dias de hoje me trouxe a falta de preocupação que faltava. Domínios personalizados de graça foi um extra (hoje em dia esse é um recurso pago por aqui, mas como fiz o mapeamento há muito tempo, eles mantiveram como algo gratuito).

Sobre “blogar”

Algumas leituras dessa madrugada foram sobre o ato de escrever em um blog.

Whiona, wiwi blog:

I want to write more frequently about anything and everything, because it’s good for you, and I have so many thoughts constantly assailing this brain of mine

Tim Larew, Complex:

Sometimes it feels like we’ve traded drawn-out storytelling for fleeting moments where the audience bounces from one to the next
[…] The blog era represented freedom and opportunity.

There was no central hub, like a Spotify today, where all the playlists and means of discovering music are organized neatly within the platform. You had to search, to dig! Even when you grabbed a song directly from an artist’s social media, you almost always wanted to know more because context was the norm. So you’d go to your favorite blog, which is what everyone did the night “Acid Rain” surfaced out of nowhere, and you’d get the full story.

I, however, miss going to Blockbuster because it forced me to actively discover, to take in more elements of the art beyond just the film file. Did the cover catch my eye? How about the description on the back? Did it rope me in? Was the film I wanted not in stock, forcing me to search for something new?

Jezebel foi morta por publicitários

Jason Koebler e Emanuel Maiberg, 404 Media:

It is not an exaggeration to say that the largest companies in the world are colluding to put their thumb on the scales of what types of news is monetized, and which types of news is monetized at lower rates or not not monetized at all. The World Federation of Advertisers (WFA) is listed by the [World Economic Forum] as one of its “projects” and includes every major marketing agency, as well as brands like Nike, Merck, Nestle, Proctor and Gamble, TikTok, Disney, Walmart, Adidas, BP, Shell, Goldman Sachs, Electronic Arts, McDonalds, and more. It represents 90 percent of all advertising dollars spent in the entire world—$900 billion in spend per year.